O calor extremo pode ter efeitos sérios na saúde e no bem-estar de cães e gatos. O responsável técnico pelo canil do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e da Unidade Básica de Saúde PET, veterinário Marcelo Maeda, orienta aos tutores para que mantenham o ambiente ventilado com ventiladores ou ar-condicionado, sem direcionar diretamente para os animais. Além disso, áreas frescas, ventiladas e sombreadas para o descanso do pet, como pisos frios (cerâmica), caminhas elevadas, toalhas úmidas ou tapetes gelados são excelentes opções. Para gatos, superfícies altas e arejadas são ideais.
“Coloque garrafas congeladas enroladas em toalha perto da caminha, pois refresca o local de descanso, e escove os pelos regularmente para remover excessos, que retêm calor. Sempre tenha água fresca disponível, ofereça refeições leves em horários frescos e evite passeios nas horas mais quentes do dia. Prefira sair pela manhã, até as 8h, ou após as 17h, pois o asfalto pode queimar as patas (teste com a mão: se não aguentar 10 segundos, evite). Leve água potável e evite esforços intensos. Para cães, piscininhas rasas ou banhos mornos também ajudam”, aconselhou.
Maeda explica que os sinais de superaquecimento em pets são realmente preocupantes. Para ajudar os tutores a identificar, ele pontua as principais alterações que costumam ocorrer nesses casos, como: ofegação excessiva; salivação intensa; gengivas vermelhas ou pálidas; letargia; fraqueza; tremores; vômitos; diarreia e falta de apetite. Em casos graves, podem ocorrer dificuldade respiratória, colapso ou convulsões, sendo essencial monitorar especialmente em dias muito quentes.
“O tutor deve procurar socorro imediatamente se houver ofegação intensa, salivação excessiva, fraqueza, tremores, vômitos, diarreia, gengivas arroxeadas, colapso ou temperatura acima de 39,5° (golpe de calor). É essencial resfriar o animal gradualmente com toalha úmida ou água fresca e levar ao veterinário urgentemente, pois pode ser fatal sem tratamento rápido”, alertou.
Raças que requerem cuidados
O veterinário salienta que algumas raças sofrem mais com a alta temperatura. As raças braquicefálicas (focinho curto), como Pug, Bulldog (francês e inglês), Shih-Tzu, Boxer, Lhasa Apso e gatos Persas, têm dificuldade respiratória e regulam menos o calor. “Evite exercícios intensos, mantenha os animais em ambientes frescos e ofereça hidratação extra. Além desses cuidados, limite exposição ao sol e monitore sinais de desconforto constantemente”, apontou.
Outra preocupação é com animais idosos (acima de 7-10 anos, dependendo da raça), que precisam de maior atenção, pois têm mais dificuldade em regular a temperatura e podem apresentar problemas cardíacos ou respiratórios. “É importante oferecer hidratação constante, mantê-los em ambientes frescos, evitar passeios longos e monitorar apetite e comportamento. Consultas veterinárias regulares são essenciais”.
Outros cuidados
“O tutor pode oferecer água fresca sempre disponível, trocando várias vezes ao dia e adicionando gelo. Rações úmidas ou sachês, frutas hidratantes como melancia (sem sementes), maçã, banana e pepino (em pedaços ou congelados) também são boas opções. Além disso, água de coco sem açúcar e caldos caseiros sem sal ajudam na hidratação. Sempre supervisione para evitar excessos”, finalizou.
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