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Saúde
Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão reforça importância da prevenção e do combate ao tabagismo
PUBLICADO POR: REDAçãO 3 | PORTALOZK.COM - 01/08/2026 - 11:44

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O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão é lembrado neste sábado (1º) e chama a atenção para a prevenção da doença, que tem no tabagismo seu principal fator de risco. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 85% dos casos diagnosticados estão relacionados ao consumo de derivados do tabaco. Em Campos, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Programa Municipal de Controle do Tabagismo, oferece acompanhamento gratuito para quem deseja abandonar o cigarro, contribuindo para a redução dos riscos e para a promoção da saúde.


Segundo a médica do Programa Municipal de Controle do Tabagismo Giselle Salles, embora existam outros fatores associados ao desenvolvimento da doença, o tabagismo continua sendo o principal responsável pelos casos de câncer de pulmão.


“O tabagismo é responsável por aproximadamente 80% a 90% dos casos de câncer de pulmão. E não estamos falando apenas do cigarro convencional. Também entram nessa lista os charutos, cachimbos, cigarrilhas, narguilés, cigarros de palha e os cigarros eletrônicos. Além disso, quanto maior o tempo e a quantidade de consumo desses produtos, maior é o risco de desenvolver a doença”, explicou.


A médica destaca que um dos maiores desafios é que, em sua fase inicial, o câncer de pulmão costuma evoluir de forma silenciosa, o que reforça a importância das avaliações médicas periódicas, principalmente entre pessoas com fatores de risco.


“No início, muitas vezes o câncer de pulmão é assintomático ou apresenta sintomas muito discretos. Por isso, além de parar de fumar, é fundamental manter as consultas médicas de rotina. Quando surgem sinais como tosse persistente ou mudança no padrão da tosse, falta de ar, dor constante no peito, tosse com sangue, rouquidão persistente, infecções respiratórias frequentes, perda de peso sem causa aparente ou cansaço intenso por mais de duas ou três semanas, é importante procurar atendimento médico”, orientou.


O diagnóstico precoce é um dos principais aliados no tratamento da doença e pode aumentar significativamente as chances de cura. “Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura. Um tumor pequeno e localizado pode, em muitos casos, ser tratado apenas com cirurgia. Já quando a doença é descoberta em estágio mais avançado, podem ser necessários tratamentos como quimioterapia e radioterapia, além de haver uma pior evolução clínica.

Outro ponto importante é que, ao parar de fumar, o risco de desenvolver câncer de pulmão começa a diminuir já nos primeiros anos, reduzindo progressivamente ao longo do tempo”, ressaltou Giselle.


Embora o cigarro seja o principal fator de risco, a especialista lembra que pessoas que nunca fumaram também podem desenvolver a doença.


“Esse é um mito bastante comum. O fumante passivo também está exposto ao risco, assim como trabalhadores que mantêm contato frequente com substâncias potencialmente cancerígenas, como amianto e sílica. Bombeiros hidráulicos, mecânicos, mineiros, pintores, soldadores, trabalhadores da construção civil, de siderúrgicas, navios e docas estão entre as profissões com maior exposição. Além disso, a poluição do ar, o uso frequente de fogão a lenha em ambientes sem ventilação adequada e algumas doenças pulmonares crônicas também aumentam o risco”, explicou.


Para auxiliar quem deseja abandonar o cigarro, a Secretaria Municipal de Saúde mantém o Programa Municipal de Controle do Tabagismo, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa atua tanto na prevenção, com ações educativas em escolas e outros espaços, quanto no tratamento dos fumantes.


“O tratamento considera que o tabagismo envolve dependência física, comportamental e psicológica. Por isso, realizamos grupos baseados na terapia cognitivo-comportamental, onde são discutidos os motivos que levam ao hábito de fumar, as dificuldades dos primeiros dias sem cigarro, estratégias para vencer a abstinência e os benefícios conquistados após parar de fumar”, afirmou a médica.


Além do acompanhamento em grupo, os pacientes podem receber suporte medicamentoso para aliviar os sintomas da abstinência, conforme avaliação médica individual.


“Quando necessário, utilizamos adesivos e goma de nicotina, além de medicamentos específicos, sempre de acordo com a indicação clínica de cada paciente. O objetivo é reduzir o desconforto causado pela abstinência e aumentar as chances de sucesso no tratamento. O programa é de portas abertas. Quem deseja parar de fumar pode procurar o serviço espontaneamente ou ser encaminhado por profissionais de saúde. O importante é buscar ajuda”, concluiu Giselle.


Os interessados podem procurar a sede do Programa Municipal de Controle do Tabagismo, localizada na Rua Gil Góis, nº 132, no Centro de Campos, para realizar o cadastro e iniciar o tratamento.


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