A Secretaria Municipal de Saúde de Campos recebeu, este mês, 400 novas doses do anticorpo nirsevimabe, que previne a bronquiolite em bebês causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Até o último balanço divulgado pelo Programa Municipal de Imunização (PMI), mais de 140 recém-nascidos que estavam em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatais ou bebês que já receberam alta, mas sofrem com comorbidades, foram contemplados.
“Todas as solicitações que recebemos das maternidades ou as procuras aqui na secretaria para crianças com comorbidades foram atendidas. Com a chegada desta nova remessa, esperamos ampliar ainda mais essa cobertura, que protege nossas crianças de um vírus tão agressivo”, explicou Amanda Carvalho, gerente do Programa Municipal de Imunização.
A primeira remessa do anticorpo chegou no mês de fevereiro e foi distribuída para as UTIS Neonatais Nicola Albano, Hospital Plantadores de Cana (HPC), Sociedade Portuguesa de Beneficência e Hospital Unimed. Amanda explica que para retirar o material, a unidade deve apresentar documentos pessoais da criança e dados detalhados da internação comprovando que os bebês atendem aos critérios de imunização estipulados pelo Ministério da Saúde.
“Para receber o anticorpo, o bebê tem que ter nascido prematuro com até 36 semanas e seis dias. Os bebês que nasceram maiores mas têm comorbidades como cardiopatia severa, síndrome de down, fibrose cística, entre outras, também têm direito, no entanto, devem procurar o Centro de Referência de Imunobiológicos Especial (CRIE), que funciona na Secretaria de Saúde.
“Na primeira remessa, mapeamos que foram 70 bebês de UTI contemplados com o anticorpo e 68 que eram atendidos pelo CRIE. Neste segundo lote, 300 unidades serão encaminhadas às UTIs de acordo com a necessidade e 100 ficarão para atender a procura na secretaria”, detalhou a coordenadora do CRIE, Mariana Ismênio.
Prevenção
De acordo com Mariana, o anticorpo previne a bronquiolite por até cinco meses. “Há estudos apontando até para oito meses de prevenção. Mas o importante é que essas crianças estarão protegidas imediatamente após adquirir a medicação, e essa proteção vai se estender neste momento de sazonalidade representada pela estação do outono, em que o clima está mais seco e as temperaturas mais amenas tornando-se o ambiente propício para contaminação”, disse.
Mariana reforçou que a eficácia de proteção não é de 100%. Por isso, os pais devem ficar atentos à higiene e à proteção dos bebês para evitar contaminação. “É importante restringir visitas e manusear o bebê com as mãos limpas e evitar beijar a criança para que ela fique protegida. Manter o ambiente ventilado também é válido para evitar a proliferação do vírus”, reforçou.
Grávidas
A cobertura para proteção dos recém-nascidos contra o VSR atinge também as grávidas. Quase 1500 gestantes foram imunizadas até o momento. Para se vacinar, a mulher deve estar com 28 semanas de gravidez ou mais. “Desta forma, o bebê, após nascer, ficará protegido também entre cinco e oito meses. Considero esta cobertura uma conquista para o SUS. Antes, o anticorpo estava disponível apenas para a rede privada”, finalizou Amanda Carvalho.
As grávidas podem buscar a vacina no Centro Municipal de Imunização, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Aos sábados, domingos e feriados, as gestantes podem se vacinar no horário das 8h às 17h. A aplicação acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
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