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Política
Lula lidera todos os cenários de segundo turno, aponta pesquisa
PUBLICADO POR: REDAçãO 3 | PORTALOZK.COM - 14/04/2026 - 14:59

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Pesquisa divulgada nesta terça-feira, 14, pela CNT/MDA mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotaria todos os cinco adversários testados em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. No cenário mais acirrado, Lula aparece com 44,9% contra 40,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Lula leva vantagem no Nordeste, com pessoas que têm até o ensino fundamental e com renda de até dois salários mínimos. Já Flávio pontua melhor no Sudeste, entre rendas de 2 a 5 salários mínimos, com jovens de 16 a 24 anos e com pessoas com ensino médio.

O petista também derrotaria o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-deputado Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão). A testagem foi feita de forma estimulada, ou seja, quando os entrevistados recebem uma gama de opções para avaliar.

Veja os cinco cenários estimulados para um 2° turno:

Cenário 1: Lula x Flávio Bolsonaro

- Lula: 44,9%;

- Flávio Bolsonaro: 40,2%;

- Branco/nulo: 11,3%;

- Indeciso: 3,6%.

Cenário 2: Lula x Romeu Zema

- Lula: 45,2%;

- Romeu Zema: 31,6%;

- Branco/nulo: 15,9%;

- Indeciso: 7,3%.

Cenário 3: Lula x Ronaldo Caiado

- Lula: 44,4%;

- Ronaldo Caiado: 32,7%;

- Branco/nulo: 15,2%;

- Indeciso: 7,7%.

Cenário 4: Lula x Aldo Rebelo

- Lula: 45,4%;

- Aldo Rebelo: 29,1%;

- Branco/nulo: 17,5%;

- Indeciso: 8%.

Cenário 5: Lula x Renan Santos

- Lula: 45%;

- Renan Santos: 28,3%;

- Branco/nulo: 17,7%;

- Indeciso: 9%.

Os resultados fazem parte da 167ª rodada da pesquisa de opinião divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, e registrada sob o número BR-02847/2026.

Foram feitas 2.002 entrevistas entre 8 a 12 de abril, de forma presencial e domiciliar, em 140 municípios de todas as 27 unidades federativas. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.

A desaprovação ao desempenho pessoal de Lula chegou a 49,6%, segundo a pesquisa CNT/MDA. A aprovação soma 44,9%, enquanto 5,5% não souberam ou não responderam. O levantamento confirma a tendência de reversão na melhora de imagem do chefe do Executivo federal, que estava em curva ascendente desde setembro de 2025. Em novembro, a aprovação era de 48%.

Na avaliação do governo federal, 37,2% classificam a gestão como negativa (ruim ou péssima), ante 32,1% que a consideram positiva (ótimo ou bom). Outros 29,4% avaliam como regular.

O levantamento mostra que a rejeição é maior entre homens (51%) do que entre mulheres (48%). Por faixa etária, a desaprovação supera a aprovação entre eleitores de 16 a 59 anos, com pico entre 25 e 44 anos (55%). Já entre os que têm 60 anos ou mais, Lula mantém vantagem, com 55% de aprovação e 39% de desaprovação

Por renda, a aprovação é majoritária entre quem ganha até dois salários mínimos (52%), mas fica abaixo da desaprovação nas faixas superiores, chegando a 55% entre quem recebe mais de cinco salários mínimos. No recorte por escolaridade, Lula tem melhor desempenho entre eleitores com ensino fundamental (60% de aprovação), enquanto enfrenta rejeição mais elevada entre os de nível médio e superior.

Regionalmente, o Nordeste segue como principal base de apoio, com 60% de aprovação, enquanto Sul (61%) e Norte/Centro-Oeste (58%) concentram maiores taxas de desaprovação. No Sudeste, a rejeição atinge 52% e a aprovação, 41%.

A série histórica indica deterioração recente da avaliação. Após atingir patamar de aprovação superior a 50% até novembro de 2024, os índices atingiram o pior pico em fevereiro do ano passado em 55% de rejeição.

A pesquisa também captou expectativas para os próximos seis meses. Para 34,9%, a situação do emprego deve melhorar, enquanto 23,0% esperam piora e 38,3% acreditam em estabilidade. Em relação à renda, 31,2% projetam aumento, 12,7% queda e 51,1% estabilidade.

Na avaliação de áreas específicas, predomina a percepção de estabilidade. Na saúde, 42,4% acham que a situação ficará igual, ante 32,2% que esperam melhora e 22,3% piora. Na educação, 44,1% projetam estabilidade, 35,3% melhora e 17,7% piora. Já na segurança pública, 44,3% acreditam que o quadro permanecerá inalterado, enquanto 27,2% veem melhora e 24,7% piora.


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