O pai de Dayse Barbosa Mattos, comandante da Guarda Municipal de Vitória assassinada pelo namorado, relatou que estava com um mau pressentimento ao longo do domingo (22), horas antes do crime, e chegou a se certificar se ela estava com a arma em casa. Segundo ele, a filha não teve chance de se defender. O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza invadiu o quarto da vítima na madrugada desta segunda-feira (23), já atirando. Carlos Roberto Trindade Teixeira, conhecido como Carlinhos, estava em um cômodo ao lado e ouviu os disparos.
"Ontem (domingo) eu estava com esse pressentimento direto. Cheguei a ir ao quarto e perguntei: 'Dayse, sua arma está aí?'. Ela disse que sim. Mas não deu tempo. Ele entrou atirando. No primeiro tiro, eu acordei. Ouvi três disparos. Abri a porta devagar, olhei e vi ele correndo com a arma engatilhada”, contou, em entrevista ao repórter André Afonso, da TV Gazeta.
De acordo com as primeiras informações da perícia, Diego teria usado uma escada apoiada no muro para acessar o imóvel, entrando pela sacada do quarto de Dayse e arrombando a porta. Ela estava dormindo quando foi atingida pelo primeiro disparo. Depois, ainda teria tentado se levantar, mas foi baleada novamente com mais tiros. Após o crime, o policial tirou a própria vida na cozinha da residência.
Relacionamento conturbado
Segundo o pai, o relacionamento do casal durava cerca de quatro anos e era marcado por conflitos. Ele afirmou que a filha havia decidido encerrar a relação. “Isso aconteceu porque ela terminou e disse: ‘Você precisa se tratar’. Já aconteceu de eu ter que tirar ele de cima dela, porque ele a estava segurando pelo pescoço”, relatou.
Vitória decreta luto de três dias
Nas redes sociais, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, informou que a prefeitura decretou luto oficial de três dias. "Profissional exemplar, Dayse Barbosa destacou-se também como por sua firme atuação na defesa dos direitos das mulheres, contribuindo de forma significativa para o enfrentamento à violência e para a construção de uma sociedade mais justa e segura. Sua partida deixa um legado de respeito, força e compromisso com o serviço público", publicou Pazolini.
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