O deputado cassado Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso em casa, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, nesta sexta-feira (27/03) pela Polícia Federal, em um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A informação da prisão foi antecipada pelo produtor Mahomed Saigg, da TV Globo.
Bacellar foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro e depois para o presídio de Benfica - deve passar por audiência de custódia neste fim de semana.
A decisão que determinou a nova prisão observa que Bacelar perdeu o mandato na terça-feira e usa, como justificativa, a garantia da ordem pública. Na decisão, o ministro cita a perda do mandato e aponta indícios de participação em organização criminosa e de atuação para atrapalhar investigações, como vazamento de informações. Também foi mencionado risco à ordem pública, diante da influência do investigado
A decisão também afirma que há indícios de que o investigado atuou para atrapalhar operações policiais; participação em vazamento de informações sigilosas, frustrando ação policial e atuação orientando terceiros a retirar provas e esvaziar locais investigados.
Mandato cassado
A cassação do mandato do deputado estadual vai provocar uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro e um novo cálculo que pode mudar não só a vaga dele, mas também outras cadeiras na Assembleia Legislativa (Alerj). Essa recontagem está marcada para terça-feira (31).
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina a exclusão dos votos recebidos por Bacellar e a chamada retotalização, um procedimento que recalcula toda a distribuição das vagas com base nos votos válidos restantes.
A defesa de Bacellar se proncunciou com a seguinte nota, assinada por Daniel Bialski e Roberto Podval:
"A defesa desconhece completamente os motivos dessa nova prisão decretada, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes".
Denunciado pela PGR
A Procuradoria-Geral da República afirma que as informações vazadas para o Poder Legislativo do estado do Rio sobre uma operação contra o Comando Vermelho vieram de um integrante do Poder Judiciário. Bacellar, é acusado de vazar informações de uma operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho para o principal alvo da ação: o então deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias.
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