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Justiça nega habeas corpus para mãe de Oruam, sobrinho de Marcinho VP e policial militar
PUBLICADO POR: REDAçãO 3 | PORTALOZK.COM - 17/03/2026 - 14:32

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A Justiça do Rio negou, nesta segunda-feira (16), pedidos de revogação das prisões de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno - mãe do rapper Oruam e mulher de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP -, de Landerson Lucas dos Santos, sobrinho de Marcinho, e do policial militar Reuel de Almeida Silva Fernandes. Todos foram alvos da operação contra o Comando Vermelho (CV) que prendeu o vereador Salvino Oliveira (PSD).

A defesa pediu à Justiça que os três indiciados também fossem beneficiados com a liminar concedida ao vereador, que revogou a sua prisão temporária no último dia 13. No entanto, o desembargador Marcus Basílio, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), negou o requerimento, justificando que as solicitações se apresentaram a fundamentos referentes apenas ao parlamentar. O magistrado considera ser necessária a análise individual do caso de cada um dos indiciados.

"Não há como acolher, assim, o pedido de extensão da decisão aos requerentes, porque reclama o exame dos elementos indiciários com relação aos mesmos, apenas se aplicando a todos, por óbvio, as questões técnicas e jurídicas relacionadas aos requisitos da prisão temporária e à excepcionalidade da medida extrema. Com relação aos indícios da autoria, porém, deve ocorrer o exame individualizado, não sendo caso de extensão, sem prejuízo do enfrentamento desta questão pela via própria e individual do habeas", disse.

O desembargador ressaltou que a concessão de liminar revogando a prisão de Salvino considerou, apenas, o conteúdo dos autos relativos ao vereador.

"Nesta linha, em vários pontos da decisão, foi dito que a decisão apenas examinou exclusivamente os elementos informativos 'com relação ao paciente, atento exclusivamente ao que consta nos autos', concluindo que o indício do seu envolvimento na organização seria bastante precário, havendo apenas referência a uma conversa de terceiros há mais de um ano, ficando apenas indicado o domínio das facções nas comunidades com o envolvimento dos demais representados", destacou.

Márcia, Landerson - ambos foragidos - e o PM Reuel, que está preso, foram indiciados pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (Dcoc-LD) por possível envolvimento com o Comando Vermelho.

Interesse do marido

Segundo as investigações, Márcia atua na intermediação de interesses da facção fora da prisão, participando da circulação de informações entre os integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos. De acordo com a Policia Civil, ela é considerada foragida da Justiça.

A mulher é companheira de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos principais nomes do CV no país. O traficante foi transferido, em 2007 para o Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ele possui condenações que somam 55 anos de prisão. A Civil identificou que Marcinho atua como presidente do conselho nacional do CV, com cargo vitalício.

Márcia também é mãe do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. O cantor é réu pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, ameaça e danos ao patrimônio público. Ele havia sido detido em julho de 2025, ao se entregar à Polícia Civil, tendo sua prisão convertida em domiciliar dois meses depois. Desde feveiro, o artista é considerado foragido da Justiça após descumprir medidas cautelares.

Ainda segundo o apurado, Landerson dos Santos, sobrinho de Marcinho, exerce papel de elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo CV e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização, como serviços, imóveis e outros negócios.

Por meio de nota, a defesa de Márcia classificou as acusações contra ela como "infundadas" e disse que elas "carecem de qualquer comprovação concreta".

"É importante destacar que Márcia já foi anteriormente vítima de situação semelhante, quando foi alvo de uma operação marcada por grande exposição midiática e sensacionalista. Na ocasião, após a devida análise dos fatos pela Justiça, ela foi absolvida de todas as acusações. O Ministério Público chegou a recorrer da decisão, mas o recurso não prosperou, sendo mantida a absolvição", diz o texto.

No posicionamento, a defesa ainda diz que as acusações não têm fundamento e destaca que Márcia é ré primária, servidora concursada, e pode comprovar seu patrimônio.

"Mãe que criou todos os filhos sozinha, Márcia sempre se dedicou à família e à sua profissão. Vale ressaltar que nenhum de seus filhos possui qualquer envolvimento com atividades criminosas. Diante disso, a defesa confia plenamente na Justiça e acredita que, assim como ocorreu anteriormente, a verdade dos fatos prevalecerá, restabelecendo a honra e a integridade de Márcia Nepomuceno", finalizou.

A reportagem tenta localizar a defesa de Landerson e do PM Reuel.


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