Durante o julgamento, Ministério Público sustentou que Gabriel atraiu Maria Eduarda para uma residência na Rua Gilmar Nunes dos Santos, em Atafona, sob o pretexto de lhe entregar um livro. No imóvel, a jovem foi estrangulada até a morte. Para a acusação, o crime foi cometido mediante dissimulação, já que a vítima foi levada ao local sem saber das intenções do réu.
Os promotores de Justiça Matheus Rezende e Renan Chagas Reis, integrantes do GAEJURI/MPRJ, e Lucas Bastos da Silva, designado para a 2ª Promotoria de Justiça de São João da Barra, onde tramita o caso, apresentaram aos jurados elementos que demonstraram que Maria Eduarda sofreu violência sexual enquanto ainda estava viva. Gabriel foi condenado a 25 anos pelo homicídio e a 10 anos, seis meses e 20 dias pelo estupro de vulnerável.
Após matar Maria Eduarda, segundo a acusação, o réu utilizou o celular da vítima para enviar mensagens a Lucas e atraí-lo ao mesmo imóvel. Quando o jovem chegou ao local, foi atacado a facadas, mas conseguiu sobreviver. Pela tentativa de homicídio, Gabriel foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão.
“A atuação do GAEJURI permitiu apresentar aos jurados, de forma técnica e integrada, toda a sequência de violência praticada pelo réu. Foi possível demonstrar como cada ato se conectou ao seguinte, desde a forma como Maria Eduarda foi atraída até a tentativa de matar uma segunda vítima para assegurar a impunidade dos crimes. Também foi um processo marcado pelo acompanhamento e acolhimento das vítimas e de seus familiares, que estiveram presentes no julgamento. Esse cuidado faz parte da atuação do Ministério Público e é especialmente importante em casos de tamanha violência”, destacou a coordenadora do GAEJURI/MPRJ, promotora de Justiça Simone Sibílio.
“A JUSTIÇA FOI FEITA”, DIZ MÃE DE MARIA EDUARDA AO portalozk.com
Após o resultado do julgamento, a mãe de Maria Eduarda Silva Barreto, conhecida como Nyah, falou com exclusividade ao portalozk.com e comentou a condenação de Gabriel da Conceição Bento. (assista ao vídeo clicando aqui ou dando play abaixo).
Ao lado do pai da adolescente, ela afirmou que a família aguardava pelo julgamento há quase três anos e destacou a condenação a 51 anos de prisão. “Nós estávamos esperando por esse julgamento há quase três anos e, graças a Deus, a justiça foi feita. Ele foi condenado e, graças a Deus, ele pegou a pena máxima de 51 anos”.
Emocionada, a mãe ressaltou que a decisão não diminui a dor da perda da filha, mas afirmou que a condenação representa, para a família, a responsabilização do acusado. “Isso não vai trazer a nossa filha de volta, mas a justiça foi feita para que ele não fosse solto e cometesse outros crimes”.
Acompanhe o Portalozk.com nas redes sociais:
Instagram: https://www.instagram.com/portalozk/
Facebook: https://twitter.com/portalozk
Twitter: https://twitter.com/portalozk
E-mail: portalozk1@gmail.com
Telefone: (22) 99877-3138