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Acusado de matar adolescente em São João da Barra vai a júri popular nesta quinta (24), a partir das 11h

Justiça
Acusado de matar adolescente em São João da Barra vai a júri popular nesta quinta (24), a partir das 11h
PUBLICADO POR: REDAçãO 1 | PORTALOZK.COM - 24/09/2026 - 08:00

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O Tribunal do Júri de São João da Barra realiza nesta quinta-feira (24) o julgamento de Gabriel da Conceição Bento, de 20 anos, acusado da morte de Nyah, de 17 anos, e de uma tentativa de homicídio contra o namorado da adolescente. A sessão está marcada para acontecer no Fórum de São João da Barra, a partir das 11h. A informação foi publicada primeiro pelo site Parahybano.

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A Delegada Madeleine Farias, titular à época da 145ª Delegacia de Polícia de São João da Barra, deu mais detalhes sobre o assassinato que ocorreu na manhã da sexta-feira, dia 1º de dezembro de 2024, na localidade de Atafona, O portalozk.com trouxe o caso à tona com exclusividade desde o princípio

Em entrevista coletiva à época, a então delegada afirmou que o autor do crime, Gabriel Conceição Bento, 18 anos, em depoimento, disse que praticou conjunção carnal com a jovem Maria Eduarda Silva Barreto, apelidada de Nyah, de 17 anos, quando a mesma já estava morta. "Após ter matado, ele ainda tentou praticar canibalismo, tentando tirar um pedaço do peito dela e em seguida praticou conjunção carnal. O que não se trataria de estupro e sim de vilipêndio de cadáver, mas, quem vai dizer é a perícia", destacou Madeleine.

O autor do crime pensou que a jovem teria informado a alguém que tinha ido à sua casa. Com esse pensamento, ele se deu conta que não iria conseguir ocultar o crime, tendo, portanto, acessado o telefone da vítima e averiguado. Ao encontrar uma mensagem dela para o namorado, Lucas Lima de Castro Souza, 16 anos, o criminoso enviou outra mensagem, se passando pela vítima e chamando o Lucas para o mesmo local do crime.

"Quando o menino vai até a casa, (o criminoso) leva (o Lucas) até os fundos da casa, e neste momento diz que matou a menina e esfaqueia o menino (Lucas) por trás. De acordo com as palavras do autor, a intenção dele era acertar a carótida do (Lucas), porque seria mais rápida a morte, mas ele desviou e acertou a bochecha dele. Neste momento, eles entram em luta corporal, o menino (Lucas) consegue entrar no quarto e medir forças (com o autor do crime) e começa a gritar, chamando a atenção da irmã do autor que estava na casa da frente. Ela vai até a casa de trás, vê toda aquela cena de sangue, e manda ele (o irmão) parar. Momento em que (Lucas) consegue fugir do local", disse.

O autor do crime ainda tentou induzir a irmã a ajudá-lo a matar o Lucas, mas a mesma recusou. "Eu não sou uma criminosa, você vai pagar pelo que você fez", disse Madeleine Farias sobre a resposta da irmã, que o conduziu até a área externa da casa, sendo o mesmo agredido por populares. 

MOTIVAÇÃO
"Questionado várias vezes se havia alguma relação afetiva, amor platônico, amor não correspondido... Ele afirma que não, afirma que eram apenas colegas e que ele desde criança tinha a vontade de matar pessoas. Disse ele que quando era criança, atraia outras crianças para lugares com casas abandonadas e tinha vontade de matar essas crianças, mas sempre hesitava. Que no dia de hoje ele chegou a hesitar, mas decidiu fazer aquilo que ele sempre quis que era matar alguém", relatou a delegada, destacando que é importante essa informação porque afasta o crime de feminicídio. "Esse não é o crime de feminicídio, porque não foi uma violência de gênero, ele queria matar alguém. E a escolhida foi a vítima de 17 anos. Perguntei se havia motivo específico para ser ela, e ele falou que não gostava e nem desgostava dela, mas que ambos gostavam de histórias de serial killer. Inclusive o livro que foi apreendido na casa dele, era de serial killer que eles dois gostavam. Segundo as afirmações, eles gostavam de histórias policiais e inclusive falavam que queriam ser investigadores da polícia civil", detalhou a Delegada Madeleine.

HISTÓRICO DO ASSASSINO
"Perguntamos aos familiares se havia algum histórico de violência, inclusive a irmã, que disse que sempre foi um menino tranquilo, mas que após a pandemia ele ficou muito quieto, muito calado, começou a jogar GTA, ficou muito assíduo com GTA e que alguma coisa no colégio que o desagradasse, ele dizia 'ah, vou matar esse povo', mas que a família nunca acreditou que isso fosse verdadeiro. A informação que ainda não foi trazida formalmente aos autos, mas diz que esse menino já foi investigado por uma tentativa de chacina, nesse colégio em São João da Barra. Ele alegou isso no seu depoimento, mas no local, policiais militares ouviram pessoas dizendo que houve uma informação generalizada e que no dia as pessoas chegaram a faltar aula no colégio e que esse fato teria sido imputado a ele, mas ele negou, disse que foi uma fake news e falaram isso porque ele era muito quieto e a irmã confirma que ele vira e mexe dizia que tinha vontade de matar pessoas", relata Madeleine. 


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