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Gabinete de Crise delibera pelo adiamento da volta às aulas no seguimento infantil em Campos
E, ainda, mantém recomendação pelo uso de máscara, principalmente, em locais de saúde.
PUBLICADO POR: THAMIRIS MOREIRA - 11/07/2022 - 11:13

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A 32ª Reunião do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19 e Outras Doenças Emergentes e Reemergentes, realizada nesta segunda-feira (11), deliberou pelo adiamento, por uma semana, do retorno às aulas para alunos do segmento da Educação Infantil, ou seja, crianças menores de 5 anos, além de manter a recomendação para o uso de máscara de proteção facial em ambientes fechados e com aglomerações. As medidas estão embasadas no atual cenário epidemiológico para a doença no município, cujos estudos apontam para platô, ou seja, estabilidade com curva descendente para novos casos e óbitos que mantiveram o escore geral na Fase Verde, ou seja, Nível 2 do Plano de Retomada das Atividades Econômicas e Sociais. 

A atualização das medidas de enfrentamento à Covid-19 será publicada em Diário Oficial. De acordo com o secretário Municipal de Saúde, Paulo Hirano, que conduziu a reunião virtual, a subida e estabilização da quarta onda da doença na cidade indica que o momento é cautela. “Estudos técnicos e científicos já apontavam que iriamos passar por essa nova onda e hoje não temos dúvida de que estamos numa quarta onda. Onda esta amenizada pela imunização e, consequentemente com números menores, porém significativos dentro da curva estatística, principalmente nas últimas três semanas em que o município saiu do registro de dois para seis óbitos por semanais", ponderou Hirano. 

Outro indicador apresentado, desta vez pelo infectologista e responsável técnico pela Vigilância e Saúde da Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde (Subpav), Charbell Kury, foi a taxa de positividade para testagem que, em junho, chegou a atingir 35% nos testes de antígeno e de 40% nos testes PCR, mas que vem mantendo estabilização de 27% e 32%, respectivamente. Segundo o especialista, a subvariante da Ômicron BA.4 e BA.5 tem predominância de 93% em todo o mundo e com isso, “Percebemos que diminuiu a mortalidade pela doença, mas aumentou a transmissibilidade”, disse o infectologista.   

Charbell explicou, ainda, que nenhuma doença altamente transmissível mantém sustentação por mais de um mês, a não ser que surja uma variante nova e provoque uma mudança do cenário epidemiológico. “A Ômicron tem janela curta entre o período de incubação e sintomas. É o que chamamos de viremia baixa. Uma consequência disso é a quantidade de auto teste de antígeno com falso negativo e, enquanto isso, a transmissão do vírus segue acontecendo”, explica, Charbell reforçando a necessidade de as pessoas usarem máscara logo aos primeiros sintomas gripais. 

Quanto à mortalidade em Campos, Charbell Kury, apresentou estudo da Subpav em que analisou individualmente 18 óbitos. “17 pacientes fazem estão na faixa etária acima dos 60 anos. Destes, nove com esquema vacinal incompleto, sendo oito com duas doses e um com três doses da vacina”, disse. “Isso aumenta cada vez mais a necessidade da imunização, inclusive das doses de reforço da população adulta. Essas doses são essenciais para o bloqueio de casos graves e óbitos”, disse Charbell. A cobertura para a terceira dose é de 42,6 % e a da quarta dose é de 11,4%, considerando a população elegível à imunização.  

PREOCUPAÇÃO — Dentro do atual cenário, a preocupação das autoridades em saúde ainda são os bolsões de susceptíveis, ou seja, pessoas de cinco anos ou mais que ainda não tomaram a vacina e, a possibilidade de um novo surto em especial nos não elegíveis para a vacinação, que são as crianças de três e quatros anos e, por isso, o adiamento do retorno às aulas escolares para a Educação Infantil. 

“Temos observado que óbitos têm acometido pessoas acima dos 60 anos e, por isso, ressaltamos que essa parcela precisa completar o esquema de vacinação. Aqueles que têm acima de 40 anos também devem fazer a segunda dose de reforço”, reforçou o secretário. 

A nível de Estado, o bolsão de susceptíveis é de 2 milhões de pessoas que não tomaram nenhuma dose da vacina e de 6 milhões de pessoas estão com a dose de reforço em atraso. “Gente está faltando o quê? Querem ser estatísticas? Por favor, não deixem para depois”, indagou Charbell, acrescentando ao citar a baixa adesão às doses de reforço e que um estudo de Harvard mostra que o papel das crianças na transmissão da Covid-19 é maior do que de falava inicialmente. 

“As crianças transmitem Covid-19. Por isso, orientamos as pessoas que antes de desconfiar das vacinas que investiguem. Já foram bilhões de doses aplicadas. A vacina é vítima do seu próprio sucesso. Nós acabamos com a poliomielite e isso foi graças à vacina”, disse.

Participaram do debate o subprocurador geral do Município, Gabriel Rangel, o chefe de gabinete do vice-prefeito, Marcelo Freire, a procuradora de Justiça, Maristela Naurath, a presidente do Sindicato de Escolas Particulares do Norte e Noroeste Fluminense (Sinepe), Rosana Juncá, e outros representantes da sociedade civil organizada, como Carjopa, Acic e PreviCampos.


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