A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, inaugurou nesta semana a Casa de Passagem Feminina, equipamento voltado ao acolhimento provisório de mulheres em situação de rua. Nos últimos dias, o imóvel começou a receber as integrantes, que antes estavam acolhidas em abrigos mistos geridos pelo município, como por exemplo o Manoel Cartucho e Lar Cidadão. A mudança integra o Plano de Reordenamento dos Serviços de Acolhimento da Rede da SMASC.
A Casa de Passagem Feminina tem capacidade para acolher cerca de 15 mulheres, com quatro quartos, banheiros, cozinha, sala de televisão e espaço de convivência. Segundo a diretora de Proteção Social Especial da SMASC, Shana Ribeiro, a unidade foi planejada com a finalidade de ofertar um espaço de pertencimento, proteção, segurança e acolhimento.
“A Casa de Passagem nasce, portanto, como parte de um processo de reordenamento da rede, reafirmando o compromisso da secretaria com uma política de acolhimento mais humanizada, qualificada e comprometida com a proteção social, o fortalecimento da autonomia e a construção de novas possibilidades para as mulheres atendidas. É um espaço que tem como base a valorização das singularidades e histórias femininas”, comentou a diretora.
A Casa de Passagem é um abrigo provisório, onde as pessoas podem ficar por três meses, podendo esse período ser prorrogado por igual período, dependendo do planejamento do indivíduo. Os acolhidos, sendo homens ou mulheres, são encaminhados pelo Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), que realiza abordagens diariamente a pessoas em situação de rua pela cidade. A permanência no abrigo não é obrigatória, tendo o usuário liberdade de continuar na Casa ou não.
Para Clara Lacerda, que antes estava acolhida no Manoel Cartucho, a criação da Casa de Passagem Feminina representa uma oportunidade de mudança de vida. “Eu acho essencial, porque a gente ficava com os homens em outro abrigo. Nós temos nossas particularidades, então ficamos mais à vontade agora. Por ser um lugar menor e direcionada total às mulheres, isso traz uma facilidade maior para a nossa reinserção à sociedade e ao mercado de trabalho”, declarou.
Ana Paula dos Santos, que também foi transferida para o local, elogiou a iniciativa. “Estou muito feliz, porque nos deram essa chance de ter um espaço só para nós. Gostamos muito, porque precisamos estar juntas para dar continuidade a nossa vida. Realmente, estamos bem satisfeitas”, disse a acolhida.
Durante o período de acolhimento, as mulheres participarão de ações de planejamento de construção de novas possibilidades de vida, como retirada de documentos, atendimentos de saúde, programas sociais ofertados pelos governos municipal e federal, entre outras.
“A nossa missão é conseguir dar autonomia a essas mulheres para que elas retomem suas vidas com recuperação dos vínculos familiares rompidos, reinserção no mercado de trabalho, moradia e outros direitos. Toda a equipe técnica está bem empenhada para a realização de atividades envolvendo ações de saúde e de assistência social para que elas consigam mudar suas histórias”, disse a supervisora do equipamento, Laura Vieira.
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