A BR Offshore, empresa criada para retomar a construção do Complexo Logístico Farol/Barra do Furado no limite entre Campos e Quissamã, vai lançar a pedra fundamental do empreendimento na próxima semana. Com foco nas atividades em alto-mar do setor de petróleo e gás, o projeto está orçado em R$ 850 milhões.
O empreendimento tem novo parceiro, o Banco Fator. A estratégia prevê financiar grande parte dos R$ 850 milhões necessários, incluindo a possibilidade de emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). A meta é iniciar as operações do complexo entre 2027 e 2028.
De acordo com o presidente da BR Offshore, Ricardo Vianna, o foco será na demanda futura por desmantelamento e reciclagem de embarcações e por serviços de apoio às futuras usinas eólicas de geração de eletricidade em alto-mar.
A holding de investimentos foi criada em 2011 por Vianna e Paulo Salles — ambos sócios da Aggrego Consultores, do ex-ministro Alcides Tápias, que comandou a pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no segundo governo Fernando Henrique Cardoso —, em sociedade com os empresários Carlos Eduardo Veiga e Benjamin Sodré Neto.
O empreendimento, que começou a ser desenhado há cerca de 15 anos, havia sido anunciado inicialmente em 2011, com previsão de início das obras em 2012. Mas, foi interrompido após a crise econômica entre 2014 e 2016 e os impactos da Operação Lava-Jato no setor de petróleo e gás.
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