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São João da Barra/RJ, 16 de Novembro de 2018
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Saúde
13 de Abril de 2018 ?s 10h50
Rio de Janeiro tem a menor taxa de vacinação contra febre amarela no país, diz ministério
Estados não conseguiram chegar a meta de 95% de de vacinados, cobertura necessária para o controle do surto atual.
Leonardo Ferreira / Portalozk.com
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O Rio de Janeiro atingiu meta de 40,9% dos vacinados contra a febre amarela; São Paulo chegou a 52,4% da população-alvo e Bahia vacinou 55%. Esses dados estão "bem abaixo" da vacinação ideal para o controle da doença em áreas que historicamente não tinham a circulação do vírus, mas que agora estão sob maior risco, diz o Ministério da Saúde. Segundo dados da literatura científica sobre o tema, é necessário vacinar 95% da população-alvo para se ter um maior controle sob o surto.

Os números são do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde e de nota de alerta da pasta sobre a baixa imunização contra a febre amarela. A pasta disse ainda que, nesses três estados, 10 milhões de pessoas ainda precisam ser vacinadas contra a doença. A meta de imunização é de 23,8 milhões nessas regiões. O Brasil tem 331 mortes por febre amarela desde julho de 2017 e 1.127 casos confirmados.

Os estados de Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo possuem uma circulação emergente do vírus e, por isso, foram alvos de campanhas de vacinação contra a doença esse ano. Embora a ideia do governo seja expandir a vacinação para todo o país e nesses três estados; a prioridade nesse momento são áreas de maior circulação do vírus.

Por esse motivo, os dados apresentados se referem às 77 cidades que fizeram parte da estratégia de fracionamento da dose da vacina (quando uma vacina "inteira" é dividida em cinco) e aos 52 municípios de São Paulo que posteriormente foram integrados à campanha. Quando o ministério fala de população-alvo, assim, a referência é aos residentes dessas regiões.

Segundo o infectologista e pediatra Renato Kfouri, o ideal para a febre amarela ainda é que 100% da população-alvo seja vacinada. "A febre amarela tem um perfil diferente de outras doenças. Não é como outras infecções que, se muitas pessoas estão vacinadas, você impede a circulação do vírus porque há uma imunização na maioria", diz.

"Se alguém que não tomou a vacina for para a mata, ela está sim com risco de infecção; então, há uma proteção aí que é individual e independente das metas nacionais", completa o especialista.

Febre amarela circula com mais força até maio
O ministério diz ainda que a alta de transmissão da febre amarela deve ir até maio. A febre amarela, como dengue, zika e chikungunya -- outras doenças também transmitidas por mosquito --possuem uma característica de sazonalidade e são mais frequentes no verão.

A pasta informa que, nessa temporada, o vírus da febre atinge 35,6 milhões de pessoas em áreas que anteriormente não pertenciam ao ciclo de recomendação da vacina. No verão passado, o surto atingiu 11,2 milhões de pessoas. Portanto, há um aumento de mais de 200% nas pessoas que hoje estão mais suscetíveis à febre amarela.

"A vacinação é a única proteção contra a doença. O Ministério da Saúde chama a população para se proteger contra a febre amarela indo aos postos de vacinação e garantir a sua imunização."

O alerta do ministério nesse momento se refere às populações do estado de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro. A vacinação em todo o território brasileiro deve ocorrer de forma gradual até 2019 para evitar que a doença faça vítimas no próximo verão.

Passada a alta da febre amarela (mais frequente no verão), o próximo-alvo do Ministério da Saúde será a vacina da gripe, com campanha nacional que deve começar ainda esse mês para população específica (idosos, gestantes, entre outros). A circulação do vírus influenza começa a ser mais frequente em junho, durante o inverno.

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