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Witzel diz que determinou a quebra de sigilo de documentos da Secretaria de Saúde após denúncias de irregularidades
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Thamiris Moreira / Portalozk.com 15 de julho de 2020 às 10h18
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O acordo acertado pelo ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro Edmar Santos com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para uma delação premiada envolve o governador Wilson Witzel e os casos de corrupção na Secretaria do Estado de Saúde. Nesta quarta-feira, dia 15, o governo divulgou uma nota onde cita que, desde que surgiram as primeiras denúncias de possíveis irregularidades nas compras emergenciais e contratos firmados pela SES, Witzel "determinou a imediata quebra de sigilo desses documentos e abriu sindicância para apurar o autor do pedido de sigilo".

Na mesma nota, o governo ainda afirma que "o papel da imprensa é mesmo o de fiscalizar" o que acontece com recursos públicos.

"Witzel reitera também que, nesse sentido, sua administração foi pioneira ao adotar, no Rio de Janeiro, o SEI (Sistema Eletrônico de Informações), onde são lançados todos os contratos e pagamentos do governo do Estado do Rio de Janeiro. Witzel tem ainda a convicção de que o papel da imprensa é mesmo o de fiscalizar e acompanhar tudo o que está sendo feito com recursos públicos", diz a nota.

Em entrevista, Witzel disse estar "tranquilo" em relação à delação do ex-secretário de Saúde Edmar Santos, que, segundo a colunista Bela Megale, entrega informações sobre corrupção na pasta envolvendo o governador.

— Se ele falou no meu nome, está mentindo. Não há a menor possibilidade de ele ter prova contra mim de ato ilícito. Estamos no início do processo criminal, e o que a Justiça tem feito tem que ser respeitado. Tem muita coisa mal explicada, como de onde veio o dinheiro (R$ 8 milhões em espécie encontrados durante a operação do Ministério Público estadual na qual o ex-secretário foi preso, na sexta-feira da semana passada) — disse Witzel, por telefone.

Edmar Santos foi secretário de Saúde do início do governo Witzel, em janeiro de 2019, até 17 de maio desse ano, quando foi afastado após surgirem as primeiras denúncias de corrupção na pasta. Mas, um dia depois, ele virou secretário extraordinário para Acompanhamento da Covid-19, cargo que até então não existia. Em 28 de maio, ele se exonerou após a Justiça suspender sua nomeação.

o ex-secretário, que está na Unidade Prisional da PM em Niterói, é acusado pelo Ministério Público de ser chefe de uma organização criminosa que atuava na secretaria de Saúde. Segundo as investigações, Santos e outros funcionários da pasta superfaturaram contratos de compra de respiradores para pacientes com Covid-19.

Witzel também é investigado pela compra dos respiradores, mas no STJ. A PGR já pediu que o STJ fique responsável por todos os processos relativos às fraudes na saúde no governo do Rio.

Veja o comunicado do governo Witzel na íntegra:
"O governador Wilson Witzel esclarece que, desde que surgiram as primeiras denúncias de possíveis irregularidades nas compras emergenciais e contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde, determinou a imediata quebra de sigilo desses documentos e abriu sindicância para apurar o autor do pedido de sigilo.

Witzel reitera também que, nesse sentido, sua administração foi pioneira ao adotar, no Rio de Janeiro, o SEI (Sistema Eletrônico de Informações), onde são lançados todos os contratos e pagamentos do governo do Estado do Rio de Janeiro. Witzel tem ainda a convicção de que o papel da imprensa é mesmo o de fiscalizar e acompanhar tudo o que está sendo feito com recursos públicos". Extra

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