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Assessor de vereador ouvido no caso Marielle é achado morto em carro; testemunha diz ter ouvido 'A gente tem que calar a boca dele'
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Leonardo Ferreira / Portalozk.com 09 de abril de 2018 às 11h47
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O corpo de Carlos Alexandre Pereira Maria, de 37 anos, foi encontrado por policiais do 18º BM (Jacarepaguá) com marcas de tiros e dentro de um carro na localidade conhecida como Bioiúna, na Estrada Curumau, no bairro da Taquara, Zona Oeste do Rio.

Agentes da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital estão apurando o caso. Alexandre era colaborador do vereador Marcello Siciliano (PHS), ouvido semana passada no inquérito que apura os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, que foram mortos na região central do Rio, no último dia 14 de março.

Uma das linhas de investigação sobre a morte do colaborador abrange a ligação de Alexandre com milicianos. A relação dele com o vereador também será alvo da investigação da DH.

O crime aconteceu por volta das 20h45m. De acordo com relatos de testemunhas aos PMs do 18º BPM, pouco antes de atirar contra a vítima, também conhecida como Alexandre Cabeça, um dos assassinos gritou: "Chega para lá que a gente tem que calar a boca dele". Depois, abriu fogo.

O corpo de Alexandre foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML), de onde, segundo a DH, deverá ser liberado nesta segunda-feira. Ainda não há informações sobre a motivação do crime.

A assessoria de Siciliano informou que Alexandre atuava junto aos moradores de localidades da Zona Oeste, onde era líder comunitário. Ele identificava necessidades e as repassava para o parlamentar. Em seu perfil no Facebook, a vítima dizia ser "assessor parlamentar" de Siciliano e informava que havia começado no cargo no último dia 3 de abril. Ele também postava fotos do que chamava de "fiscalização" em obras feitas a pedido do vereador. A assessoria do parlamentar, porém, garante que Alexandre era apenas colaborador.

Alexandre costumava usar até mesmo um colete com o nome de Siciliano. A assessoria do vereador informou que todos os colaboradores fazem uso da vestimenta. Eles assinam um termo de responsabilidade para isso. A assessoria esclareceu, ainda, que todos os coletes são numerados. Extra

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