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Secretário de Estado de Trump fala em 'segundo mandato' do presidente, apesar da derrota, e tensão cresce nos EUA
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Thamiris Moreira / Portalozk.com 10 de novembro de 2020 às 16h14
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A vitória do democrata Joe Biden foi confirmada há quatro dias e, até agora, não há sinais de que Donald Trump pretenda reconhecer a derrota, deixando os Estados Unidos à beira de um impasse. O presidente e a maior parte da cúpula do seu Partido Republicano alegam, sem apresentar quaisquer provas, que houve fraude na contagem dos votos nos estados.

Nesta terça, em entrevista coletiva, o secretário de Estado, Mike Pompeo, se tornou a pessoa com mais alto cargo, além de Trump, a pôr em dúvida a vitória do democrata, dizendo que haverá um segundo mandato do republicano. Quando questionado por um repórter se o bloqueio do presidente a uma transição para um governo Biden não atrapalharia a transferência do poder e poria em risco a segurança nacional, Pompeo respondeu:

— Haverá uma transição tranquila para um segundo governo Trump —  disse, com um leve sorriso, antes de completar de forma mais dúbia: — Estamos prontos. O mundo está assistindo ao que está acontecendo. Vamos contar todos os votos e, quando o processo estiver encerrado, teremos um vencedor. O mundo deve ter confiança de que  a transição necessária para que o Departamento de Estado continue funcionando bem também será bem-sucedida com o presidente que tomará posse em 20 de janeiro.

A tensão política cresceu na noite de segunda-feira, após o Departamento de Justiça autorizar inquéritos federais para apurar supostas fraudes eleitorais denunciadas pelo presidente, mesmo sem quaisquer provas de sua existência.

A decisão de William Barr, o secretário de Justiça, gerou repúdio no seu próprio departamento. O diretor do braço responsável por crimes eleitorais, Richard Pulge, pediu demissão e, em um e-mail para colegas, afirmou que a conduta do secretário “revoga uma política de não interferência de 49 anos para investigações de fraudes eleitorais”, que são apuradas primeiro pelos tribunais estaduais.

Enquanto a alta cúpula republicana no Congresso apoia a cruzada jurídica do presidente, outros grupos dentro do partido começam a repudiar a conduta do presidente e de Barr. Quatro ex-secretários de Segurança Interna  dos governos de George W. Bush e Barack Obama assinaram um comunicado afirmando que as eleições foram justas e que as tentativas de Trump de questionar o resultado da eleição não devem impedir a transição.

Em outro comunicado, ex-funcionários do Departamento de Justiça, entre eles o ex-conselheiro de Segurança Nacional de George W. Bush, Ken Wainstein, lembraram que “os eleitores decidem a eleição, não o secretário de Justiça”.

“Não vimos absolutamente quaisquer evidências de nada que possa impedir a certificação dos resultados, que é algo que cabe aos estados, não ao governo federal”, afirmaram. “O povo americano falou claramente, e agora o país precisa se mover em direção a uma transição pacífica de poder.”

Nos próprios escritórios de advocacia que representam Trump, diz o New York Times, há preocupações sobre os riscos do comportamento do presidente. Em duas das maiores firmas do país, a Jones Day e a Porter, Wright, Morris & Arthur, houve reuniões internas sobre o assunto. Ao menos um advogado se demitiu em protesto. *Jornal O Globo

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