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Megaoperação mira empresários envolvidos em fraudes de merenda escolar
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Thamiris Moreira / Portalozk.com 26 de junho de 2020 às 08h49
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A 20ª DP (Vila Isabel) e o Ministério Público estadual (MPRJ) fazem, desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, a Operação Prandium, contra empresários envolvidos em fraudes na compra de merenda e equipamentos para vários escolas da rede estadual de ensino. São 64 mandados de busca e apreensão e de prisão temporária, que estão sendo cumpridos na capital e na Baixada Fluminense.

A investigação descobriu 10 empresas envolvidas no esquema, que pode ter recebido cerca de R$ 50 milhões dos cofres públicos do estado. Os mandados foram autorizados pela 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital.

Até o momento, uma pessoa foi presa, o empresário Mauro Della Vieira Braga, responsável pela Fox Comércio e Prestação de Serviços, que foi aberta em 2014 e tem sede em Nilópolis. Ele foi preso em casa, em São João de Meriti, ainda na Baixada.

O delegado André Neves, titular da 20ª DP, conta que as investigações começaram há cerca de cinco meses e indicaram a existência de uma organização criminosa que superfaturava os preços dos produtos, que eram comprados através de empresas de "laranjas". Os investigados forjaram os preços de mercado e forneciam orçamentos falsos para simular a concorrência para a compra de materiais e alimentos para as escolas estaduais.

Ainda segundo Neves, alguns empresários chegavam a pagar propinas a diversos diretores de escolas e diretores regionais para que as compras fossem feitas. O grupo agiu até mesmo durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19), quando as aulas foram suspensas, para a compra e distribuição de cestas básicas aos alunos.

Os presos e os materiais apreendidos estão sendo levados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte do Rio.

Procurada, a Secretaria estadual de Educação (Seeduc) disse que vai afastar os diretores investigados e aguardará a conclusão das investigações para outras medidas.

"A Secretaria de Estado de Educação esclarece que apenas repassa a verba para a compra de alimentos para as escolas e que a escolha de fornecedor e compra de alimentos é feita pelas direções das unidades. Vale destacar que os diretores não são escolhidos pela Secretaria. Eles são eleitos pela própria comunidade escolar", a pasta acrescentou, em nota.
A reportagem tenta contato com os outros citados.

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