Quarta-feira, 23 de setembro de 2020 FALE-CONOSCO ANUNCIE AQUI
Entretenimento
Após a morte da MC Atrevida, especialistas alertam sobre cuidados com procedimento estético e preços 'em conta'
Notícias > Entretenimento > Após a morte da MC Atrevida, especialistas alertam sobre cuidados com procedimento estético e preços 'em conta'
Isis Rodrigues / Portalozk.com 31 de julho de 2020 às 09h19
Compartilhe essa notícia Whatsapp

 

A morte precoce da funkeira Fernanda Rodrigues, conhecida como MC Atrevida, de 43 anos, voltou a ligar o alerta para os cuidados ao realizar um procedimento estético. Moradora da comunidade do Dendê, na Ilha do Governador, a carioca fez uma lipoescultura, também chamada de hidrolipo, para retirar gordura das costas e injetar nos glúteos, no dia 16 de julho, em uma clínica em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Após dez dias, ela foi internada no Hospital Evandro Freire, na Ilha, mas não resistiu e morreu na segunda-feira, dia 27. Especialistas ouvidos pelo EXTRA alertam sobre a necessidade de avaliar o local e as credenciais do médico que irá fazer a cirurgia, junto a entidades do setor, como Conselho Regional de Medicina e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

A lipoescultura é uma variante do aperfeiçoamento da lipoaspiração. Em síntese, o processo consiste na retirada de gordura de um determinado lugar do corpo e na injeção (enxerto) desta gordura em outra área corporal. O presidente da SBCP, o cirurgião plástico Dênis Calazans, explica quais são os procedimentos imprescindíveis antes de realizar este tipo de operação.

— É necessário uma avaliação pré-anestésica, realizar exames sanguíneos (hemograma, coagulograma, glicemia, sódio, potássio, ureia, creatinina), fazer uma avaliação cardiológica e uma ultrassonografia do abdômen (para os casos de lipoaspiração no abdômen). O pós-operatório também pede uma grande coparticipação do próprio paciente em seguir criteriosamente as recomendações médicas, que são próprias de cada profissional e técnica realizada — afirma Calazans.

Os riscos estão presentes em qualquer procedimento cirúrgico. No entanto, quando se fala em plástica a atenção aumenta. Nas redes sociais, há muitas ofertas de procedimentos mais baratos ou com pacotes de vantagens, o que muitas vezes pode se tornar uma grande dor de cabeça. No caso da MC Atrevida, a sua vida foi tirada. A funkeira desembolsou R$ 3 mil para realizar a sonhada lipoescultura. Sentiu dor durante os dez dias inteiros após o procedimento, não foi reavaliada e apenas trocou mensagens com a dona da clínica, Wania Tavares, que já se submeteu a mais de 20 procedimentos e se autointitula "Rainha das Plásticas". A empresária já relatou que teve problemas nas duas primeiras abdominoplastia que realizou, há mais de dez anos.

A funkeira Fernanda Rodrigues tinha 43 anos e morreu após passar por um procedimento estético Foto: Reprodução / Facebook

O laudo da morte de MC Atrevida aponta que ela teve septicemia subcutânea, que culminou em uma infecção generalizada causada por inflamação na pele. Para o cirurgião plástico carioca Renato Cazaes, o paciente precisa avaliar quanto vale a sua vida antes de marcar a cirurgia.

— Quando uma plástica dá errado, o dano é permanente, independente se for menor ou maior. Durante a cirurgia, você está entregando o seu maior patrimônio, que é a a tua vida, nas mãos do médico. Às vezes, gastar um pouco mais pode evitar. Ela deve ter pagado o valor mediano, entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Eu cobro, no mínimo, R$ 5 mil ou 6 mil. Mas quando for muito barato, tem que desconfiar — opina Cazaes.

Não confie em redes sociais

A lipoescultura sempre vem acompanhada de dor, segundo o Cazaes, mas que permanece intensa entre três e cinco dias em 70% dos pacientes. Após esse período, entre cinco e oito dias depois da cirurgia, é realizada uma consulta de retorno para ver como está a situação do procedimento e da pessoa. MC Atrevida não teve essa consulta de retorno e só ouviu da dona da clínica que era "normal sentir tanta dor". Conforme o médico, "uma dor por tanto tempo e estranha precisa ser avaliada".

— Uma das obrigações após realizar uma cirurgia é disponibilizar o telefone celular para que a pessoa possa te contactar quando precisar. No meu caso, ainda deixo o telefone de mais dois cirurgiões que trabalham comigo e que também indico para avaliar. É um cuidado essencial no pós-operatório — diz Cazaes

 

*Fonte: Extra

Mais notícias
É proibido o uso ou publicação deste conteúdo sem a devida autorização. Os infratores ficarão sujeitos a penas previstas por lei. O Portal OZK não envia mensagens de e-mail sobre promoções, notícias ou novidades. Portal OZK - 2015 - 2018 Todos direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Desenvolvido por Jean Moraes