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Uma paciente, internada com Covid-19, morreu ao ser transferida durante o incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso
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Thamiris Moreira / Portalozk.com 27 de outubro de 2020 às 15h54
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Uma paciente de 42 anos, que estava internada com Covid-19, morreu ao ser transferida durante o incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Rio, nesta terça-feira. Ela estava em estado grave. Carlos César Assef, coordenador assistencial do HFB, diisse que a mulher estava intubada e faleceu durante o esvaziamento do prédio 1, atingido pelas chamas, numa situação "inevitável". Ela seria transferida para o Hospital Municipal Ronado Gazolla. Carlos explicou que o incêndio começou "provavelmente" no almoxarifado e que 162 pacientes precisaram ser retirados:

— Quero agradecer aqui à brigada de incêndio e a todo o corpo clínico que se mobilizou. Estamos fazendo um excelente trabalho de remoção de paciente, alocando em outras unidades do município, estado e federal. O prédio 1 foi totalmente evacuado e pacientes alocados na materno infantil. E transferências sendo feitas em ordem de prioridade.

O fogo começou no subsolo do prédio principal (chamado de prédio 1). Segundo a direção do hospital, a brigada de incêndio removeu 162 pacientes desse edifício para o prédio 2 até a chegada do Corpo de Bombeiros. Pacientes foram transferidos para outras unidades de saúde. Alguns também foram levados para um galpão de pneus em frente ao hospital, chamado Rio Paiva Pneus.

A prioridade foi a evacuação do prédio, retirando todos os pacientes. No andar de onde parece sair parte da fumaça, funcionaria uma enfermaria. Uma sala de raio-x faz os atendimentos abaixo desse andar.

Após a retirada de todos, funcionários removeram equipamentos e documentação de áreas a que podiam acessar.

Pacientes transferidos
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que pacientes do HFB foram transferidos para os hospitais municipais Souza Aguiar, no Centro; Evandro Freire, na Ilha do Governador; Ronaldo Gazolla, em Acari; Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão; Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Centro e para o Hospital de Campanha do Riocentro. Nesta última unidade foram disponibilizados 64 leitos, sendo 50 denefermaria e 14 de terapia intensiva.

Mais cedo, a SMS tinha infomado que dois pacientes já tinham sido transferidos para o Hospital Souza Aguiar. Uma mulher, de 73 anos, com iniciais L.M.S. foi para o setor de emergência, e necessitava do uso de respirador. Um homem, F.B.B., foi levado para o setor de cirurgia geral.

Ainda de acordo com a SMS, quatro ambulâncias (2 básicas e 2 UTI) estão no local do incêndio à disposição para realizar as transferências. A secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch, e o subsecretário geral, Jorge Darze, estão a caminho da unidade federal, assim como o secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Raphael Câmara.

Pelo Twitter, o governador em exercício, Cláudio Castro, disse que acompanha a ocorrência de Brasília, no Distrito Federal, onde cumpre agenda acompanhado do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano.

"De Brasília acompanho o incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso. Equipes do Corpo de Bombeiros dos quartéis da Ilha do Governador, São Cristóvão, Penha e Central atuam em conjunto para combater as chamas e resgatar pacientes. Não há vítimas fatais", escreveu.

Presidente do Sindicato dos Médicos do Rio (SinMed RJ) Alexandre Telles contou que chegou ao hospital por volta de 9h30 para um compromisso e que o incêndio começou cerca de dez minutos depois, próximo à sala de Raio-X.

— Bombeiros levaram 20 minutos para chegar. Situação é difícil e a evacuação foi feita às pressas. Os profissionais estavam transportando pacientes em macas, lençóis, alguns deles em casos graves, entubados. É um hospital de alta complexidade e, segundo relatos de colegas, pacientes estavam passando por cirurgia hoje. O centro cirúrgico foi tomado por fumaça. Isso é prova de que a falta de manutenção dentro dos hospitais, o que denunciamos, é uma bomba relógio e coloca pacientes em risco. É preciso investimento em manutenção predial — ressalta. *Jornal Extra

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