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Ruas do Brás, em São Paulo, têm lotação e congestionamento; Rio volta a ter aumento de casos de Covid-19
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Thamiris Moreira / Portalozk.com 22 de junho de 2020 às 11h18
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As ruas do Brás, no Centro de São Paulo, registravam aglomerações, filas, congestionamento na manhã desta segunda-feira (22).

O movimento do comércio ambulante passou a ficar ainda mais intenso após a Prefeitura de São Paulo autorizar a reabertura dos comércios de rua e shoppings na cidade, no dia 10 de junho.

A quarentena segue em vigor até 28 de junho com flexibilizações graduais da economia.

Pelo acordo com os setores, os estabelecimentos de rua podem funcionar apenas 4 horas por dia, das 11h às 15h.

A reabertura das lojas na capital paulista de serviços não essenciais faz parte da flexibilização econômica prevista na fase laranja do plano do governo estadual de retomada da economia.

RIO VOLTA A TER AUMENTO DE CASOS DE COVID-19
Nem parecia uma cidade no início de um processo de reabertura, com 5.832 mortos pelo novo coronavírus, mais que o triplo de Portugal ou cinco vezes o total da Argentina. O primeiro domingo do inverno foi de sol no Rio, com praias cheias do Leme a Grumari, chope, picanha e fritas servidos em mesas de restaurantes da Avenida Atlântica e áreas de lazer tomadas por famílias inteiras sem máscaras. Um descontrole que ocorre no momento em que o município volta a ter aumento no número de casos notificados da Covid-19. Foram 8.718 novas confirmações do dia 14 até o sábado dia 20, a maior quantidade das últimas quatro semanas. Para especialistas, isso soa como um alerta dos efeitos das recentes flexibilizações do isolamento social, com regras flagrantemente desrespeitadas.

O estado chegou neste domingo, dia 21, ao patamar de 96.133 casos (50.430 só na capital) e 8.875 óbitos. Quanto à cidade do Rio, o aumento nos registros da doença na semana passada foi de 52,7% em relação à anterior, quando 5.708 testes positivos foram notificados, de acordo com dados dos boletins divulgados diariamente pelas secretarias municipal e estadual de Saúde.

— Calculando os dias de incubação do vírus, o tempo para aparecerem os sintomas e o intervalo até a pessoa procurar uma unidade de saúde e fazer os exames, podemos concluir que esses casos são um reflexo da contaminação no começo de junho, durante a primeira fase de relaxamento das restrições. Os reflexos do que vimos neste fim de semana nas ruas vamos notar dentro de 15 dias, como ocorreu no interior de São Paulo e no Sul do país — adverte Tânia Vergara, presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio.

Durante toda a pandemia, o número de notificações da terceira semana de junho só não foi maior que o de 17 a 23 de maio (8.748). A prefeitura, no entanto, argumenta que os resultados dos testes para detectar a doença levam, em média, de dez a 15 dias para serem processados. E que, portanto, boa parte dos casos divulgados nos últimos dias se refere a exames que aguardavam confirmação — depreende-se, então, que esses testes foram feitos justamente no período em que o Rio avançava em suas medidas de relaxamento do distanciamento social.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde, considerando a data do início dos sintomas do coronavírus, houve uma retração da doença na cidade entre os dias 14 e 20 deste mês. “O monitoramento diário mostra que o índice de variação de novos casos de Covid-19 teve uma redução de 0,6 para 0,4 no período”, informa o órgão, em nota.

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