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Justiça
14 de Fevereiro de 2017 ?s 16h06
MPF denuncia Sérgio Cabral por 184 crimes de lavagem de dinheiro
Além do ex-governador, Adriana Ancelmo e outras 11 pessoas também foram denunciadas.
Postado por: Leonardo Ferreira
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O MPF (Ministério Público Federal) do Rio denunciou à 7ª Vara Federal o ex-governador Sérgio Cabral por 184 crimes de lavagem de dinheiro. Os fatos apresentados na denúncia são resultantes da Operação Eficiência, desdobramento das investigações da Força-Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Além de Cabral, também foram denunciados por crimes de lavagem de dinheiro Carlos Miranda (147 crimes), Carlos Bezerra (97 crimes), Sérgio Castro de Oliveira (6 crimes), Ary Ferreira da Costa Filho (2 crimes), Adriana Ancelmo (7 crimes), Thiago de Aragão Gonçalves (7 crimes), Francisco de Assis Neto (29 crimes), Álvaro José Galliez Novis (32 crimes). Sérgio de Oliveira, Thiago de Aragão, Francisco de Assis e Álvaro Novis também foram denunciados por integrarem a organização criminosa liderada pelo ex-governador. Na denúncia foram narrados ainda fatos criminosos de dois colaboradores, doleiros que faziam parte da organização como operadores financeiros.

Segundo denúncia do MPF, os doleiros recebiam dos demais acusados dinheiro em espécie fruto dos crimes de corrupção praticados. Eles guardavam os recursos em seus escritórios e os distribuíam posteriormente para pagamentos de despesas em favor dos membros do grupo criminoso. Os colaboradores forneceram uma planilha de controle de caixa que aponta que os recursos por eles geridos foram utilizados para pagamentos de despesas, entre de 1º de agosto de 2014 a 10 de junho de 2015. Nesse período eles teriam movimentado cerca de R$ 39.757.947,69 – uma média de aproximadamente R$ 4 milhões por mês.

As provas reunidas nas Operações Calicute e Eficiência comprovaram que Sérgio Cabral, no comando da organização criminosa, Carlos Miranda, Carlos Bezerra, Sérgio de Oliveira, Thiago Aragão, Adriana Ancelmo, Álvaro Novis, Francisco de Assis Neto, Ary Ferreira da Costa Filho e os colaboradores promoveram a lavagem de ativos, no Brasil, por sete principais formas: com o pagamento de despesas pessoais de Sérgio Cabral e seus familiares; com o pagamento de despesas pessoais de Carlos Miranda e seus familiares; com a movimentação de recursos ilícitos para Carlos Bezerra; com a distribuição de recursos ilícitos por Sérgio de Oliveira; com o envio de valores ilícitos para Thiago Aragão; com o envio de valores ilícitos para Francisco de Assis Neto; e com a entrega de valores ilícitos por Álvaro Novis aos colaboradores.

Os conjuntos de atos de lavagem de dinheiro narrados tinham por objetivo converter os recursos de propina em ativos de aparência lícita e/ou distanciar ainda mais de sua origem ilícita o dinheiro derivado de crimes de corrupção praticados pela organização criminosa.

A denúncia fala sobre crimes de organização criminosa e de lavagem de dinheiro cometidos no Brasil. Contudo, diante da grandiosidade do esquema criminoso, não esgota todos os crimes de lavagem de dinheiro cometidos no Brasil, nem tampouco todos os fatos praticados pelo grupo, que poderão ser objeto de novas denúncias. Segundo os procuradores da República que assinam a denúncia, "o vultuoso volume de recursos obtidos em razão dos crimes praticados pelo grupo criminoso exigia uma forte estrutura destinada à movimentação e lavagem do dinheiro da propina".

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