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O campeão voltou! Brasil vence Peru no Maracanã e leva a Copa América 2019
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Leonardo Ferreira / Portalozk.com 07 de julho de 2019 às 19h03
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Atualizado em 07 de julho de 2019 às 19h06

O reencontro com o Maracanã voltou a despertar as paixões pela Seleção Brasileira que pareciam adormecidas. Mesmo na final de uma Copa América marcada por ingressos "salgados" e com o distanciamento causado pela CBF, as paixões clubísticas ficaram de lado em detrimento do desejo de ver os comandados de Tite serem campeões, em vitória por 3 a 1 sobre o Peru, com direito a uma dose de drama.

Já nos arredores do estádio, torcedores emblemáticos de clubes cariocas evidenciavam sua torcida pela Seleção. Caíque, o vascaíno, que carrega a placa intitulada "Fé" trazia uma taça da Copa do Mundo e vestia uma camisa amarelinha. Já o "Chapolin rubro-negro" tinha astúcia ao dizer que Guerrero não tinha mais vez em seu coração: era dia de Seleção. 

Jarbas era a figura mais confiante: levou para o estádio uma réplica da taça da Copa América. Alheio ao "fantasma de 69" que apareceu no estádio.

Na rampa da Uerj, torcedores brasileiros e peruanos (que estenderam a faixa "La Blanquirroja") faziam um "duelo" de cânticos. A expectativa pela final da Copa América também rendeu até um inusitado encontro de vilões: diretamente do filme "Os Vingadores", Thanos compareceu ao Maracanã. Tanto do lado do Brasil, quanto do lado do Peru.

O "Thanos peruano" profetizava:

"Vi 14 mihões de futuros e hoje ganhamos. Somos inevitáveis"

Enquanto brasileiros, peruanos (e também de outras nacionalidades, como colombianos), personagens curiosos seguiam passando pelo entorno do Maracanã. Um índio passava pelo estádio fazendo seu ritual, tendo ao lado de um homem com uma fantasia de meio ambiente. 

Empolgado, outro brasileiro implorava:

"Tite: olha para Jesus do Brasil". 

'PROVOCAÇÃO' QUESTIONÁVEL A GUERRERO E ORGULHO BRASILEIRO
Ao contrário de outros jogos na Copa América, o Maracanã estava abarrotado, remetendo aos seus velhos  tempos. Antes da cerimônia de abertura, brasileiros e peruanos repetiam o "duelo".

Porém, assim que a Seleção Brasileira foi a campo e entoou, a uma só voz o Hino Nacional, ficou nítida a superioridade de quem vestia verde e amarelo. Os brasileiros ovacionaram Thiago Silva, Everton "Cebolinha" e Gabriel Jesus e não perdoaram Guerrero.

Além das vaias quando o camisa 9 teve seu nome anunciado, a canção "Mil Gols" teve seu verso mudado para "Mil gols, só Pelé, Guerrero cheirador" (deboche com o fato do atacante ter sido pego no exame antidoping).

Quando Gabriel Jesus alçou para a área e Éverton "Cebolinha" surgiu para fulminar Gallese, o Maracanã veio abaixo. Além de gritar cânticos tradicionais (dos "Mil Gols" ao "Lê, lê, ô, Brasil!"), os torcedores fizeram uma "ola" capaz de percorrer toda a arquibancada.

A cada lance marcado contra a Seleção, o torcedor disparava ofensas (incluindo o habitual "ei, juiz, vai tomar no c..."). E, após ir da esperança à frustração devido à solicitação do VAR, manteve o pique mesmo com o empate.

A tal ponto que, no momento em que Gabriel Jesus recebeu lançamento e tocou na saída de Gallese, voltou a explodir. 

DA APREENSÃO AO 'É CAMPEÃO': O SEGUNDO TEMPO
Após terminar a primeira etapa e tom de alívio, a volta do intervalo refletiu a tensão pela qual a Seleção Brasileira passava no Maracanã. A cada lance, queixavam-se de faltas não marcadas, xingavam o árbitro por não advertir jogadores peruanos e temeram uma reação da equipe de Ricardo Gareca.

Quando Gabriel jesus foi expulso, o Maracanã não poupou ofensas ao árbitro. Entre a torcida por uma investida nova da Seleção e temendo um empate peruano, o Maraca pulsava em um pedido: "Mais um, mais um". Até Éverton Cebolinha sofrer pênalti quando tentava investida na reta final.

Ao contrário do que aconteceu no pênalti anterior, os brasileiros não esconderam sua irritação com o fato do árbitro solicitar o VAR. E depois foram ao delírio quando Richarlison pôde converter a cobrança.

Passado o drama, o Maracanã ensaiou o "É campeão", gritos de "olé" exaustivos e soltando uma certeza: "o campeão voltou!". Porém, era a Seleção Brasileira que voltava aos braços da torcida, e como campeã com autoridade. Jornal Lance

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